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domingo, 18 de dezembro de 2016

DIA DO PASTOR PRESBITERIANO

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Rev. José Manuel da Conceição
(primeiro pastor presbiteriano brasileiro)

O dia do pastor presbiteriano comemora-se em 17 de dezembro. Trata-se de uma celebração do presbiterianismo brasileiro. Essa data refere-se à ordenação do reverendo José Manuel da Conceição, em 17 de dezembro de 1865, tornando-se assim o primeiro pastor protestante ordenado nascido no Brasil.

O pastor presbiteriano é alguém que, chamado por Deus, foi reconhecido em seus dons pela igreja local, que após examiná-lo no Conselho, o encaminhou para ser também examinado no presbitério. Ali, depois de sabatinado e verificado os requisitos constitucionais para sua candidatura a aspirante ao sagrado ministério da Palavra, se aprovado, será encaminhado para ter uma formação teológica em um dos seminários presbiterianos da IPB. Evidentemente, antes disto, ele precisa ser aprovado em vestibular regular para cursar o bacharelado de teologia, em um dos seminários já citados.

Pois bem, vencida esta primeira etapa, o agora seminarista, aspirante ao ministério, cursará teologia, com duração regular de 4 anos pelo menos. O presbitério nomeará neste meio tempo um tutor eclesiástico, que em regra é um ministro, para acompanhar a vida acadêmica e pré-ministerial do candidato seminarista. Este tutor, por regras constitucionais, deverá apresentar relatório sobre seu tutelado anualmente ao presbitério, por ocasião de sua reunião ordinária. Então será decidido, a cada ano, se o concílio reencaminhará o seminarista para continuidade do seu curso, e manterá sua candidatura. 

Vencido o curso de teologia, no final deste, o candidato seminarista apresentará ao presbitério sua exegese de um texto bíblico do AT ou do NT, e uma monografia que tratará de um tópico de nosso Confissão de Fé. Exegese e monografia que já foram apresentados no seminário, e que deverão ser aprovadas tanto lá, quanto pela comissão de exame de monografias  e exegeses do presbitério. Além disto, o candidato pregará um sermão de prova diante do presbitério, e depois será, em sessão privativa, sabatinado sobre suas opiniões teológicas e conhecimentos bíblicos e confessionais. Também ouvirá a crítica de seu sermão. Em todas estas avaliações deverá ser aprovado. Somente depois de aprovado em seu sermão, no exame de sabatina teológica, no exame de sua exegese e monografia, depois de sua formatura no curso de bacharel em teologia, é que ele será licenciado pelo presbitério (uma espécie de residência, período probatório), onde terá oportunidade de pregar e ensinar em um campo provido para isto, sob a tutela de um tutor eclesiástico. 

Depois de um ano de licenciatura, em regra, podendo se estender no máximo por mais um ano, é que o candidato será novamente examinado, agora com vistas a ser ordenado como Ministro do Evangelho, pastor Presbiteriano. Este exame será diante do presbitério novamente que entrevistará o licenciado em comissão de candidatos, ouvirá um novo sermão para fins de crítica, e fará oitiva em sessão privativa para confirmar suas opiniões teológicas. 

O tutor deve também apresentar um relatório detalhado, solicitando ou não a sua ordenação. Se houver campo disponível, somente depois de todos estes passos, é que o licenciado, bacharel em teologia, será ordenado em culto público com imposição de mãos de todo o presbitério (pastores e presbíteros).

Este é o início do ministério de um pastor presbiteriano. Mas é somente na lide pastoral, ano a ano, que este ministro é de fato provado e aprovado.


Parabéns a todos os meus colegas presbiterianos neste nosso dia! Se você chegou até aqui, é bem provável, com muitas evidencias, de que de fato você é um vocacionado ao ministério pastoral!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

DIA DA ESPOSA DO PASTOR PRESBITERIANO

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR”. Provérbios 18.22

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No segundo domingo de dezembro convencionou-se na Igreja Presbiteriana do Brasil homenagear as esposas dos pastores presbiterianos. Gostaria de refletir neste texto algumas considerações sobre as esposas dos ministros e o importante papel que elas exercem junto aos seus maridos e filhos, cooperando para a glória de Cristo e o bem de sua igreja.

Em primeiro lugar, por que escolheram esta data?

Bem, em minha breve pesquisa não encontrei um motivo especifico. Acredito que o mais razoável é pensar que a IPB convencionou esta data, o segundo domingo, porque ele é um domingo antes de outra data comemorativa – o dia do pastor presbiteriano, cuja data oficial é dia 17 de dezembro, data em que foi ordenado o primeiro pastor presbiteriano, o Rev. José Manoel da Conceição.

Em segundo lugar, quem é esta mulher, a esposa do pastor?
A esposa do pastor, antes de tudo, é esposa de um cristão. Esposa de seu marido. Parece obvio dizer isso, mas não é. Não existe nas Escrituras esse título – “esposa do pastor”, o que existe são mulheres que a Bíblia descreve como esposas piedosas, mulher virtuosa, mulher sábia, e, simplesmente, esposa.

A esposa do pastor não é uma super-esposa. Ela não tem poderes especiais. Ela não é pastora porque é esposa do pastor. Ela não tem obrigações maiores que as outras esposas da igreja, porque ela é mulher do pastor. Ela é tão somente uma serva de Deus, uma esposa de um homem cuja responsabilidade de conduzir a igreja requer intercessão constante, amor, carinho e apoio.

Interessante notar que a Bíblia descreve como deve ser o caráter e os dons que devem acompanhar os ministros da igreja. São ao todo 21 requisitos! (Veja 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.5-9.). Mas não encontramos nenhuma lista semelhante para a “mulher do pastor”. A mulher do pastor, portanto, é a pessoa que se casou com um homem, que Deus chamou para ser pastor. Ela possui um chamado especial? Não no sentido de ser “mulher de pastor”. Mas, assim como todas as esposas cristãs, ela possui um chamado para ser auxiliadora idônea, companheira, intercessora, mãe de filhos (as que podem), amiga, amante de seus maridos, serva de Deus, piedosa, dependente da graça de Cristo.

Em terceiro lugar, qual é a sua importância no Reino de Deus, na vida da igreja?

Ora, se ela, a esposa do pastor, é tão somente a esposa de um homem que foi chamado para ser pastor, parece então que sua importância foi diminuída, alguém pode pensar agora. Ledo engano! Apesar de, eu reitero isso, não existir fundamento bíblico para se tratar de um chamado especial para ser esposa de um pastor, o fato, por si só, da mulher ser esposa de um ministro, a destaca com importância especial diante do rebanho onde seu marido exercerá o seu ministério.

A mulher do pastor de uma igreja, muitas vezes se vê sacrificada em dividir o tempo da atenção de seu marido com a concorrência de todos os membros da igreja. Quantas vezes seu esposo chegará depois de um dia de visitações, aconselhamentos, expediente no escritório da igreja, preparação de sermões, estudos bíblicos, orações, e extenuado, sob pressões espirituais e emocionais de toda espécie, encontrará somente no ombro de sua esposa o consolo, a alegria, o carinho de uma mulher santa e sábia, que cuidará de suas feridas de alma, passará o balsamo de seu amor nos vergões das marcas que o ministério muitas vezes provoca, e que poucos conseguem observar? Nestas horas a sua esposa é uma válvula preciosa de escape, uma bênção de Deus!

Essa mulher é que terá que lidar muitas vezes com expectativas exageradas sob sua pessoa por parte da igreja, quando esta não percebe que a mulher de seu pastor, antes de tudo é mulher de um homem como qualquer outra mulher casada da comunidade dos crentes. Algumas expectativas, tais como ser a líder da SAF, ou cantar no coro, ou na equipe de louvor, ensinar no departamento de educação religiosa infantil, etc., pode muitas vezes criar um desconforto para aquelas que não foram dotadas por Deus de dons ou habilidades especiais para exercer tais funções, de forma livre, alegre e voluntária. Muitas vezes, é preciso que a igreja reflita e respeite, que o fato da mulher do pastor da igreja cuidar bem do seu lar, criar seus filhos sob a disciplina e admoestação do Senhor e amar o seu marido, já é suficiente. Ela cumpriu um papel extremamente importante, e um papel no qual sua missão foi bem descrita na Bíblia. Essa mulher é importante! E como é! Sem falar naquelas que possuem jornada dupla, trabalham fora e ainda gerenciar o lar.

Em quarto lugar, como esta mulher pode ser honrada?

Lembrar da esposa do ministro no segundo domingo de dezembro não tem sido muito comum, como deveria ser. Assim como tem ficado esquecido outras datas celebrativas do calendário presbiteriano. Talvez seja um reflexo da nossa perda de confessionalidade crescente. Contudo, justiça seja feita, observo que existem irmãs preciosas que, ao longo do ano, em diversas outras ocasiões e oportunidades, têm servido de boa amizade e lenitivo para minha esposa. Existem irmãs piedosas, que sempre lhe fazem um carinho, através de um agrado, uma surpresa, um bilhetinho, etc. E isso, penso, é uma boa dádiva de Deus.

Quatro coisas podem ser feitas para honrar a pessoa da esposa do pastor de sua igreja:

1. Ore sempre por ela, e sua família. Seja grato a Deus pela família pastoral. 

2. Não crie expectativas exageradas sobre ela. 

3. Respeite sua privacidade, e deixe-a à vontade para que ela mesmo escolha qual área da igreja ela poderá cooperar, caso queira.

4. De vez enquanto, escreva um bilhete, dê um abraço especial, faça-lhe algum agrado possível, dando provas de amor por esta mulher que tem apoiado o ministério de seu marido. 

Portanto, neste segundo domingo de dezembro, reflita, pense, e ore pela esposa deste homem, que Deus chamou para ser o pastor de sua igreja. Abrace-a e diga-lhe o quanto ela é importante para você, e para a igreja, onde juntos vocês servem a Deus.


Parabéns a minha querida esposa, e parabéns a todas as esposas dos servos de Deus, chamados para serem os ministros de sua Palavra. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

REV. MARCOS AMARAL x DEP. MARCOS FELICIANO



DECLARAÇÕES INFELIZES DO REV. MARCOS AMARAL

Sobre as declarações do Rev. Marcos Amaral, pastor presbiteriano da IP Jacarepaguá, presidente do Sínodo Guanabara, sobre a suposta afirmação de que "se fosse Deus aplicaria um derrame cerebral em Marcos Feliciano", nós, colegas e membros da Igreja Presbiteriana do Brasil, se confirmado isso, só temos que lamentar, e muito! Foi de uma infelicidade total!



Ao mesmo tempo pessoas irresponsáveis, autores de blogs sensacionalistas, aproveitam essa "infelicidade" para espalhar esse tipo de noticia na rede depondo contra a nossa denominação, pois atribuem ao pensamento do dito pastor como se fosse o posicionamento oficial de toda a Igreja Presbiteriana do Brasil, o que não é absolutamente verdade.


As opiniões do Rev. Marcos Amaral, pastor presbiteriano do Rio de Janeiro, não representam o que de fato é o pensamento e o procedimento ético da Igreja Presbiteriana do Brasil. 


Em minha opinião, que justiça seja feita, não representa a opinião oficial da IPB, mas de uma pessoa livre e responsável por aquilo que diz e publica, o que nós temos na verdade é um colega pastor que há muito está deslumbrado com o fato de ter sido alçado ao status de celebridade pela Rede Globo, e sempre que pode não perde a oportunidade de criar polêmicas com declarações, no mínimo infelizes, que mais depõem contra a fé cristã do que edificam o Corpo de Cristo, e não fazem bem a sociedade brasileira. Rev. Marcos Amaral perdeu uma boa oportunidade de ficar calado ao dizer o que disse de forma tão impiedosa. Mas nós pastores presbiterianos não podemos nos calar agora que a instituição é colocada como autora de uma infâmia como esta.


Rev.. Afonso Celso de Oliveira - Pastor Presbiteriano

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