quinta-feira, 25 de abril de 2013

CRISTO ME REPRESENTA!




CRISTO ME REPRESENTA

Com o acirramento da discussão nas redes sociais e outras mídias do tema ligado as questões homofóbicas e direitos de minorias, se é que de fato a questão se polariza nisso, temos visto uma enxurrada de “cartazetes” publicados, replicados e compartilhados com dizeres “Feliciano me representa”, “Feliciano não me representa”, “Jean Willys não me representa”, “Jean Willys me representa”, “Quem quer Jean Willys fora do Congresso compartilha”, e por aí vai. Tudo besteira! E explico.


Em primeiro lugar, todo parlamentar eleito pelo voto democrático é um representante legítimo do povo brasileiro, quer queira o cidadão, ou não. Seja qual for a preferência partidária, ideológica, filosófica ou religiosa, uma vez eleito e empossado, o cidadão agora investido de autoridade parlamentar é um representante do povo e ponto final. Dizer que fulano ou beltrano me representa ou não me representa é uma retórica típica de um povo semianalfabeto que desconhece as regras parlamentares. O que o povo, todos nós precisamos aprender é a escolher melhor esses representantes no ato do voto eleitoral. Depois de eleito meus queridos, “bláu, bláu...”, só na próxima legislatura, ou através de um processo de impeachment, que todos sabemos que para sua instalação e conclusão é mais fácil o homem chegar em Marte e ali se instalar do que os nossos “representantes” caçar seus colegas por quebra de decoro parlamentar.


Segundo, é triste ver cristãos encabeçando e promovendo campanha de disseminação de ódio e repúdio contra a pessoa do Dep. Jean Willys quando repassam esses anúncios nas redes sociais fomentando o desejo de retirar esse deputado de seu posto legitimamente conquistado pelo voto popular. Assim como não se pode retirar o Dep. Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, é contraditório que aqueles que defendam Feliciano, mesmo em nome de uma causa justa, a defesa da honra da família, proponham um expediente ilegal, a deposição de um deputado que foi eleito de forma correta.


O que todos se esquecem é que as Escrituras preceituam os deveres dos cristãos para com suas autoridades, sejam elas boas ou más. O apostolo Paulo deixou isso claro em Romanos quando disse: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.  De modo que aqueles que resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”. (Romanos 13.1-2)


Podemos, e devemos ser contra os projetos de lei que firam os princípios morais e éticos da Palavra de Deus. Temos o direito legal e constitucional de manifestação pacifica contra pontos que se opõem a moral e a consciência de fé, pessoal e de coletividade. Podemos mobilizar a sociedade civil a se engajar por causas que sejam justas, ou para se opor a causas injustas usando expedientes legítimos e amparados pela Constituição. Mas não devemos cair no laço do diabo e propor expedientes ilegais, travestidos de campanhas nas redes sociais, que nada mais são do que tentativas de golpes de deposição contra autoridades legitimamente constituídas por Deus.


Por fim, sabe quem nos representa de fato e de verdade? Cristo! Ele é o nosso intercessor, advogado, supremo vicário, Cordeiro de Deus, Senhor e Deus. Confiemos mais nele e descansemos em sua Soberania. Sejamos mais obedientes a Ele e atendamos as suas ordenanças que são claras quando diz que devemos orar por nossos inimigos e abençoar aqueles que nos maldizem. Sobre o pobre e infeliz Dep. Jean Willys, e todos que são afinados a seu discurso e ideologia, o que nós cristãos temos que fazer e compartilhar é “VAMOS ORAR POR ELES”. Nossas armas não são carnais, antes espirituais. Quem gosta compartilha!


À Deus toda Glória!



Rev. Afonso Celso de Oliveira

quarta-feira, 24 de abril de 2013

REV. MARCOS AMARAL x DEP. MARCOS FELICIANO



DECLARAÇÕES INFELIZES DO REV. MARCOS AMARAL

Sobre as declarações do Rev. Marcos Amaral, pastor presbiteriano da IP Jacarepaguá, presidente do Sínodo Guanabara, sobre a suposta afirmação de que "se fosse Deus aplicaria um derrame cerebral em Marcos Feliciano", nós, colegas e membros da Igreja Presbiteriana do Brasil, se confirmado isso, só temos que lamentar, e muito! Foi de uma infelicidade total!



Ao mesmo tempo pessoas irresponsáveis, autores de blogs sensacionalistas, aproveitam essa "infelicidade" para espalhar esse tipo de noticia na rede depondo contra a nossa denominação, pois atribuem ao pensamento do dito pastor como se fosse o posicionamento oficial de toda a Igreja Presbiteriana do Brasil, o que não é absolutamente verdade.


As opiniões do Rev. Marcos Amaral, pastor presbiteriano do Rio de Janeiro, não representam o que de fato é o pensamento e o procedimento ético da Igreja Presbiteriana do Brasil. 


Em minha opinião, que justiça seja feita, não representa a opinião oficial da IPB, mas de uma pessoa livre e responsável por aquilo que diz e publica, o que nós temos na verdade é um colega pastor que há muito está deslumbrado com o fato de ter sido alçado ao status de celebridade pela Rede Globo, e sempre que pode não perde a oportunidade de criar polêmicas com declarações, no mínimo infelizes, que mais depõem contra a fé cristã do que edificam o Corpo de Cristo, e não fazem bem a sociedade brasileira. Rev. Marcos Amaral perdeu uma boa oportunidade de ficar calado ao dizer o que disse de forma tão impiedosa. Mas nós pastores presbiterianos não podemos nos calar agora que a instituição é colocada como autora de uma infâmia como esta.


Rev.. Afonso Celso de Oliveira - Pastor Presbiteriano

segunda-feira, 22 de abril de 2013

NOVOS MEMBROS - IP NOVA SUÍÇA



DEUS ACRESCENTOU NOVOS MEMBROS A SUA IGREJA


Ontem, dia 21 de abril de 2013, foi uma data muito especial na história da Congregação Presbiteriana Nova Suíça. Tivemos um culto abençoadíssimo! Deus em sua mercê e graça acrescentou ao seu rebanho onze novos membros. Casa cheia, muitos visitantes, os membros da igreja em festa, jubilosos porque Deus encheu nossos corações de alegria. Como é bom poder experimentar dessas benesses de ser testemunha da história da plantação de uma nova igreja. Ver in loco o surgimento de uma nova comunidade cristã, fruto da visão missionária, empreendedora da Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, que ao longo dos seus cem anos de existência contribuiu direta e indiretamente para o surgimento de mais de 200 igrejas presbiterianas na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil e no Mundo.


Foram recepcionados por profissão de fé os irmãos Elza Maria do Nascimento Soares, Larissa Martinez Souza; Levi Venâncio da Silva, Silvânia de Oliveira Silva, Gustavo Venâncio de Oliveira, Christiane Silva Oliveira; e, André Filipe Gonçalves Lança. Por batismo e profissão de fé: Robson Ribeiro Soares; e os infantes por batismo: Vinicius Venâncio da Silva e Yasmin Martinez Souza. Além desse grupo de irmãos que aderiram a confissão de fé reformada da Igreja Presbiteriana do Brasil, recebemos por transferência a pedido, oriunda da Igreja Presbiteriana do Eldorado, a jovem Renata Anacleto Gontijo.

O culto não seria completo se não tivéssemos sido plenamente alimentados por excelente exposição da Palavra de Deus, que ficou sobre a responsabilidade competente do Rev. Gustavo Quintela Franca, pastor auxiliar da Primeira Igreja, que nos trouxe a reflexão bíblica com base no texto do primeiro capitulo do profeta Ageu e desenvolveu o tema sobre “As características de um verdadeiro avivamento”.



Encerramos a noite com uma confraternização após o culto onde pudemos abraçar os irmãos, novos membros e conhecer os visitantes da noite. Nossa expectativa é de que em breve teremos outro grupo tão expressivo como esse para ser recebido novamente, visto que Deus continua acrescentando a cada semana pessoas novas á congregação Nova Suíça, e essas estão sendo discipuladas com vistas a assumirem o pacto de membresia com a Igreja, para honra e glória do nome de nosso bom Deus.








Estamos felizes! Louvado seja Deus!


Rev. Afonso Celso de Oliveira
Pastor Plantador / Congregação Presbiteriana Nova Suíça

sexta-feira, 19 de abril de 2013

É TEMPO DE COLHEITA NA IP NOVA SUÍÇA






Nove meses após a organização da Congregação Presbiteriana Nova Suíça pelo Conselho da Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte (10/06/2012), Deus, nosso Pai, pela sua mercê e graça, está nos dando à oportunidade de festejarmos em louvores e ações de graças ao seu Santo nome, cujo motivo que enleva nossos corações é a recepção de novos membros, irmãos que são acrescidos ao rebanho do Senhor na Congregação.

Nesse domingo, dia 21 de abril, às 18 horas ocorrerá o ato solene dentro do culto que prestaremos a Deus, quando teremos batismo, profissão de fé, e recepção por transferência de dez novos membros. Louvado seja Deus!!

Já estamos programando para o dia 16 de junho de 2013 a recepção de um novo grupo que será também devidamente preparado para esse fim. S.D.G.

Você que reside em Belo Horizonte, mora próximo ao bairro Nova Suíça é nosso convidado especial. Sua presença será motivo de alegria também. Haverá festa nos céus e na terra! Amplexos!

Rev. Afonso Celso de Oliveira
(Pastor Plantador da Congregação Presbiteriana de Belo Horizonte)

sábado, 13 de abril de 2013

NÃO EXISTE FAMÍLIA PERFEITA!




  

NÃO EXISTE FAMÍLIA PERFEITA!

Rev. Afonso Celso de Oliveira

Em nosso último artigo, defendemos a definição do conceito bíblico sobre família. Tenho lido argumentos até de pessoas que se dizem crentes defendendo que pessoas homossexuais, que se unem em relações civis e buscam adotar crianças para constituir algum tipo de “família”, podem oferecer um “lar”, talvez até melhor que muitos ditos lares cristãos, com mais amor, tolerância, carinho, sem violência (de todos os tipos, incluindo abusos sexuais, o que é grave), sem autoritarismo, etc. Com esse apelo, aparentemente razoável, de uma família alternativa, em nome de uma suposta harmonia, apontando a crise e os defeitos da família tradicional no formato da cultura judaico-cristã, o argumento quer convencer que é melhor ter um “lar” com amor, do que um lar que gere conflitos e problemas. Mas será que é assim mesmo? Existem famílias perfeitas?

Não existe família perfeita. Esta é a realidade! Nunca existiu, desde a queda de nossos primeiros pais (cf. Gn 3). O que me encanta, entre tantas outras coisas fascinantes na Palavra de Deus, é a sua veracidade e realismo em retratar com fidelidade os personagens bíblicos sem esconder seus defeitos, dilemas, conflitos e dramas pessoais e interpessoais.

A primeira família registrada nas Escrituras é a de Adão (cf. Gn 4). Eles começaram mal. O primeiro assassinato ocorreu em um drama familiar. Motivado por inveja, motivo torpe, Caim assassinou o próprio irmão. Apesar de ser previamente alertado por Deus (Gn 4.6,7), Caim optou por dar ouvidos a sua índole má (Gn 6.8). Após a morte de Abel, Deus em sua graça deu ao casal um novo filho (Gn 4.25,26) Sete através do qual providenciou a continuidade da descendência humana, de onde viria a “semente” prometida em Gênesis 3.15.

Em Gênesis 6 a 9, encontramos a família de Noé. Noé e Enoque (Gn 5.22; 6.9) foram os únicos personagens citados no livro de Gênesis que o narrador diz que“andavam com Deus”, atestando assim a integridade moral e espiritual deles. Contudo, Noé, ao descer da Arca, embriagou-se com vinho (Gn 9.20) e colocou-se em uma situação de constrangimento de fraqueza devido a seu estado ébrio (Gn 9.21). Cam, um de seus filhos, aproveita-se do estado de descontrole de seu pai e abusa moral e sexualmente do próprio pai (segundo o entendimento de vários intérpretes de renome do Antigo Testamento), e faz mais, revela esse estado de indecência moral aos outros dois irmãos (Gn 9.21). Sem e Jafé tomam atitude contrária à de Cam, e respeitosamente cobrem a nudez do pai (Gn 9.22).
A família do grande patriarca Abraão também teve seus momentos de fraquezas. O próprio Abraão fraqueja diante da personalidade dominante de Sara, aceita sugestões para coabitar com a escrava Hagar (Gn 16). Diz uma meia verdade, que é pior que uma mentira inteira, quando afirma ao Rei Abimeleque que Sara é sua irmã e omite que ela é sua esposa (cf. Gn 20). Isaque, filho de Abraão, deixa-se trair pelos sentidos (cf. Gn 27), e prefere o promiscuo Esaú, não dando ouvidos ao oráculo de Deus dado a Rebeca (Gn 23.25) de que “o menor dominaria sobre o maior”, ainda que Jacó também não aparentasse ser grande coisa. A família de Isaque parece ser um caos. 

O lar de Jacó não é o exemplo de família que queremos ter. Ele ama uma mulher com paixão exageradamente sensual (cf. Gn 29.18-20), a ponto de se dar por ela e tornar-se escravo de seu sogro por sete anos, um dote muito maior que o padrão da cultura da época. Ele sofre as dores de uma paixão lasciva, não de um amor verdadeiramente ágape. Após a noite de núpcias, descobre que fora enganado, e é tomado de ira incontrolável, e procura seu sogro Labão para tirar satisfação (cf. Gn 29.21-25). Seu sogro lhe promete dar Raquel, desde que ele trabalhe mais sete anos (Gn 29.26). Ele prontamente aceita, dominado que está pelo desejo de possuir aquela bela mulher (Gn 29.28). As relações poligâmicas de Jacó levam-no a ter doze filhos homens, e estes crescem em meio às preferências indisfarçáveis de seu pai pelos filhos de Rebeca José e Benjamim e as disputas das mulheres pela atenção de Jacó (Gn 29.31-34; 30. 1-25; 37). A família de Jacó é um exemplo típico de uma família desunida.

Mas é justamente nessas famílias, que usamos como exemplos, que Deus, em sua infinita graça e misericórdia, trabalhou. Deus as usou para a preparação do caminho do Senhor, e delas veio o Messias, o Cristo de Deus. Jesus é o fim, o propósito, o alvo de Deus, o modelo a seguir, o exemplo de perfeição humana. Além de tudo isso, Jesus Cristo é a solução, a redenção da família, a bênção prometida a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Em outras palavras, era como se Deus tivesse dito: “Abraão, no pacto que faço contigo, o Cordeiro que virá retirará o pecado do mundo e substituirá o pecado do meu povo, com base na fé objetiva em sua obra. Serão benditas as famílias que apoiarem sua fé nesta confiança do pacto que hoje faço contigo, no Messias, no Cristo de Deus, do Deus de Abraão”.

Existem outras famílias na Bíblia que também tiveram seus dilemas: Moisés, Arão, Davi, Salomão, e outras. O que elas têm em comum? Duas coisas pelo menos. Primeiro, nenhuma delas era perfeita, todas tinham defeitos, problemas, conflitos. Segundo, todas possuíam as promessas, tinham a mesma fé, pertenciam à mesma Aliança, e esperavam o mesmo Redentor, que é Cristo. 

Portanto, concluímos que o fato de famílias tradicionais, no formato judaico-cristão, homem e mulher, terem defeitos, conflitos e problemas não valida de forma alguma a tentativa de buscar um modelo de família alternativa como caminho mais suave para justificar a união homoafetiva como modelo de família exemplar. Os pecados da família tradicional cristã precisam ser tratados à luz da Palavra de Deus, aos pés da Cruz de Cristo, olhando firmemente para Ele que é o autor e consumador de nossa fé, e que é o maior interessado em regenerar, transformar, reconciliar e perdoar a toda a família. Bem disse o apóstolo Paulo: “Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e a tua casa [família]” (At 16.31).

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