domingo, 31 de março de 2013

CRISTO ESTÁ VIVO!



AS SETE APARIÇÕES DO CRISTO RESSURRETO ANTES DE SUA ASCENÇÃO AOS CÉUS
 
Rev. Afonso Celso de Oliveira

Jesus ressuscitou! Eis a maior noticia de todos os tempos, Cristo está vivo! Ele venceu a morte, o pior dos inimigos. O último inimigo a ser vencido, foi vencido! Jesus triunfou! Paulo pode dizer poeticamente as profecias de Oseias (Os 13.14[1]) e Isaias (Is 25.8[2]) em tom de desafio e glória: “... Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está ó morte, o teu aguilhão?”[3]
As evidências da ressurreição de Cristo são muitas. Desde o dia histórico em que Ele levantou-se do sepulcro até o dia que ascendeu aos céus, passaram-se quarenta dias[4]. Nesses quarentas dias Cristo permitiu-se ser visto por diversas testemunhas oculares que atestaram estar diante do carpinteiro de Nazaré, que havia sido morto, ferido e traspassado na cruz, mas que de forma triunfante e sobrenatural, caminhava pela região da Judeia e Galileia, vivo, forte, determinado, testemunhando seu poder sobre a morte, instruindo seus discípulos antes de finalmente partir para o retorno ao seu trono de glória. O trono de seu Pai, o trono de Davi, o trono do Cordeiro de Deus!
Nesses quarenta dias a Bíblia relata nos quatro evangelhos[5] sete aparições de Cristo, registro que demonstra a solidez do testemunho cristão da ressurreição. Sete não é um número qualquer, mas é o número da perfeição, da plenitude, da obra completa. A ressurreição é consumação da obra completa de Cristo na terra. 

1.     Jesus aparece a Maria Madalena
Sua primeira aparição ressurreta está registrada em João 20.14: “Tendo dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não reconheceu que era Jesus”. Maria Madalena foi a primeira testemunha a ver o corpo de Jesus ressurreto[6]. Em principio ela o confundiu com algum jardineiro. Talvez por causa da turbulência de suas emoções. Pode ainda ser devido a névoa de seus olhos embotados pelo choro compulsivo que se abateu sobre todos, o fato é que em principio ela não o reconheceu. Somente quando Jesus a chamou pelo nome, ela percebendo a doçura da voz de seu mestre, caiu-lhe aos pés em adoração e espanto. (cf. v. 16). Outra mulher que acompanhava Maria Madalena também viu o Senhor e recebeu a ordem de voltar aos discípulos para anunciar que Jesus ressuscitou. (Cf. Mt 28.9-10). 

2.     Jesus apareceu a Pedro
Os detalhes da segunda aparição de Jesus nos são omitidos. Sabemos pelo relato dos discípulos em conversa com outros que vieram de Emaús, ao declararem: “... o Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!”[7]
 
3.     Jesus apareceu aos discípulos de Emaús
A terceira aparição de Jesus ocorreu no mesmo dia das duas primeiras, quando ele se dispôs a caminhar em direção a vila de Emaús[8], uma aldeia distante de Jerusalém... Dois discípulos de Jesus iam adiante e Ele se aproximou deles, e juntou-se aos dois na conversa.  Conversavam sobre os últimos acontecimentos. Lucas nos conta em seu evangelho (v. 16) que havia certo impedimento para que esses discípulos o reconhecessem. O fato então é que eles caminhavam ladeados de Jesus ressurgido dos mortos e não sabiam. Jesus sabendo da tristeza e preocupação desses discípulos os provoca, perguntando o que acontecera que causara-lhe tamanha agonia e constrangimento. Eles explicaram os fatos ocorridos, tentando assim justificar a dor de seu luto. Ainda relataram que ouviram que mulheres, mais cedo, testificaram terem visto Jesus ressuscitado. Jesus então repreendeu a falta de compreensão daqueles discípulos dos ensinamentos proféticos a respeito de seu ministério. Expondo as Escrituras, demonstrou com clareza a natureza da morte expiatória do Messias, e a grandeza maravilhosa do poder de sua ressurreição. 

Chegando ao destino daqueles dois discípulos eles constrangeram seu companheiro de viagem a ficar com eles por mais um momento. Jesus entrou naquele salão, assentou-se à mesa, e quando partiu o pão, e fez a oração da bênção, os olhos desses discípulos foram abertos e compreenderam que aquele companheiro de viagem era Jesus ressurreto. Antes que eles pudessem abraça-lo e beijá-lo, Jesus desapareceu. Trasladou-se dali, imediatamente. Vindo a aparecer em outro lugar.
4.     Jesus apareceu a dez discípulos em Jerusalém
A quarta aparição de Jesus ocorreu no final daquele dia, domingo da ressurreição, ao cair da tarde, mais a noite.  O relato é surpreendente. João nos conta que existia uma barreira imposta para que ninguém adentrasse no ambiente onde os discípulos estavam reclusos, escondidos, aterrorizados ainda com os últimos acontecimentos, temerosos por suas vidas, com medo de que os judeus pudessem dar a eles o mesmo fim que deram a Jesus. Portas trancadas não foram suficientes para impedir que o corpo ressurreto de Jesus, que adquirira propriedades físicas extraordinárias traspassasse paredes e se colocasse bem no meio deles. “Paz seja convosco!”. Era tudo que eles precisavam ouvir, e ver. Jesus ressurreto, abençoando seus discípulos com um derramar exponencial de paz! Para que não restasse nenhuma dúvida de que se tratava de um homem, com corpo, e que era Jesus, ele lhes mostrou as marcas de seu suplicio na cruz. Mãos e pés furados pelos pregos romanos. Seu lado traspassado pela lança do saldado da guarda que o executara. [9]

5.     Jesus aparece a Tomé e aos demais discípulos
A quinta aparição de Jesus aconteceu, oito dias depois[10], em domingo também, num contexto de ceticismo de um de seus discípulos, Tomé. Todos os demais já haviam visto Jesus ressurreto, menos Tomé. Tomé, ao ser informado de que Jesus estava vivo, cético, afirmou que só poderia acreditar se tivesse evidências cientificas irrefutáveis de que o corpo de Jesus voltará dos mortos. “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei”.[11]
 
Da mesma forma que no domingo anterior, Jesus surge entre seus discípulos de forma espetacular, com as portas trancadas, seu corpo surge no meio dos discípulos. Ele os saúda com a “paz seja convosco”, e imediatamente se dirige a Tomé, demonstrando sua onisciência. Jesus deixa-se submeter aos testes científicos que Tomé havia proposto aos outros discípulos como condição sine qua non para que pudesse crer em sua ressurreição. E o desafia: “não seja incrédulo, mas crente”. Tomé cai de joelhos e pela primeira vez nos evangelhos Jesus é chamado diretamente de Deus. “Senhor meu e Deus meu! Em seguida, Jesus profere uma bênção profética: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram”.[12]
 
6.     Jesus aparece a sete discípulos na Galileia – Restaura Pedro
A sexta aparição de Jesus aos discípulos foi registrada também no evangelho de João. Ocorreu, segundo essa narrativa, dias depois do encontro com Tomé. Não sabemos o tempo exato, mas João nos revela o local e as circunstâncias. Foi às margens do mar de Tiberíades[13]. Região da Galileia[14]. Sete discípulos resolveram ir pescar. Pedro, Natanael, Tomé, Zebedeu, e outros dois anônimos. Passaram a noite em tentativas frustradas. Uma pesca fracassada. Ao clarear da madrugada, Jesus se encontrava na praia. Os discípulos o veem de longe, cerca de 100 metros de distância, mas não o reconhecem. Ele, então, lhes pergunta se têm algo para comer. A resposta é negativa. Jesus lhes orienta então: “Lançai a rede à direita do barco e achareis”. Intuitivamente eles assim o fizeram, e as redes se encheram de tal forma que quase não conseguiram puxá-la..

João foi o primeiro a perceber que aquele “estranho” era Jesus. Dentro do barco, apontou para ele, e exclamou: “É o Senhor!” Pedro, imediatamente, vestiu suas roupas, pulou do barco e nadou até Jesus. Foi nesse episódio que Cristo tratou de forma profunda e amorosa com a restauração de Pedro[15], deixando bem claro e evidente seu pleno perdão e seu chamado para que Pedro liderasse sua igreja. 

7.     Jesus aparece aos discípulos e outras testemunhas oculares – a Grande Comissão e sua Ascensão
A sétima aparição de Jesus antes de sua ascensão aos céus foi narrada por ocasião de sua despedida, ocasião em que Jesus deu suas últimas instruções aos discípulos sobre a Grande Comissão, sobre aguardar em Jerusalém o revestimento de poder do Espírito Santo[16], e a ordem para  expansão do evangelho. Isso ocorreu na cidade de Betânia.[17]No monte das Oliveiras, mesmo local onde Jesus 40 dias antes havia sido preso para ser morto na Cruz, agora Ele é elevado as alturas para ser glorificado junto ao Pai.[18]


[1] “Eu os remirei do poder do  inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição?...”
[2] Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o SENHOR falou.
[3] 1 Coríntios 15. 54b-55
[4] Atos 1. 3
[5] O apostolo Paulo em 1 Corintios 15.5-7 relata que Jesus foi visto por Pedro, Tiago e por mais de 500 pessoas de uma só vez. Essa multidão não é registrada de forma explicita nos evangelhos, o que não invalida o testemunho paulino. Pode-se inferir que entre uma dessas aparições, provavelmente a última quando ele instruía sobre a Grande Comissão e era elevado aos céus, existia uma grande multidão junto ao monte das Oliveiras que testemunhou esse acontecimento espetacular.
[6] Veja também Marcos 16.9-11
[7] Lucas 24.24b
[8] Veja o relato de Lucas 24. 13-35
[9] Cf. João 20.29-20
[10] Veja o texto de João 20.24- 29
[11] João 20.25
[12] João 20.29
[13] João 21.11-14
[14] Marcos 28.16-17
[15] João 21. 15-21
[16] Atos 1. 4, 8.
[17]  Lucas 24.50; Marcos 16.19;
[18] Atos 1.12

segunda-feira, 25 de março de 2013

CAMPANHA: LIBERTEM REV. JOSÉ DILSON E ZENEIDE



 
Caros irmãos e amigos,
Bom dia!
Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. Mateus 25:34-36 (NVI)

Creio ser de conhecimento de todos, pelo menos da maioria, que já se passaram mais de 120 dias da prisão dos missionários presbiterianos, Rev. José Dílson e sua assistente, missionária Zeneide Moreira, no Senegal. Nossos irmãos sofrem terrível perseguição religiosa e até o momento todas as tentativas legais para a soltura destes servos esbarraram na morosidade, burocracia e má vontade das autoridades senegalesas. Pararam na inoperosidade da diplomacia do governo petista, entre outras coisas, que julgo não ser prudente publicar aqui.

O que de fato interessa é que existe um movimento liderado pela ONG Rio de Paz, apoiado pela Igreja Presbiteriana Bethânia do Rio de Janeiro, em favor da coleta de assinaturas na internet para ser levada essa semana ainda pelo Rev. Antônio Carlos Costa de Sá, pastor presbiteriano da IP Barra da Tijuca, e presidente da ONG, com o propósito de demonstrar as autoridades senegalesas que o Brasil está sabendo de como o Senegal esta tratando nossos missionários.

Eles estão vivendo em condições sub-humanas. Rev. José Dílson, pelo que sabemos está vivendo em uma cela de 10x4, com mais de 40 presos, em um clima que chega a 45 C, em um espaço de 30cm². Sua diabetes tem chegado a picos de 400, e ele corre sério risco de vida.

O link  abaixo é seguro. Apesar de estar em inglês é fácil. Basta você clicar e abrirá uma pagina que pedirá seu primeiro e ultimo nome, seu RG, cidade e e-mail. Preencha e clique em enviar, pronto, você aderiu. Até o presente momento, 11 horas do dia 25 de março de 2013, temos apenas 30 mil assinaturas. Muito pouco para um país que o Censo aponta 44 milhões de cristãos, onde o Censo presbiteriano estima que somos quase 1 milhão.

Meus irmãos eu apelo em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, uni-vos conosco nesse movimento de amor e solidariedade por esses servos de Deus que dedicaram mais de 20 anos de sua vida servindo a Deus e ao próximo nas missões estrangeiras.


Compartilhem esse post com seus contatos, vamos mulltiplicar essa campanha!

No amor de Cristo,
Rev. Afonso Celso de Oliveira
Pastor Presbiteriano

LInk para assina o abaixo-assinado da ONG: Rio de Paz:


 

sábado, 23 de março de 2013

O Louvor, uma expressão de amor e gratidão a Deus





O LOUVOR, UMA EXPRESSÃO DE AMOR E GRATIDÃO A DEUS
Rev. Afonso Celso de Oliveira

“Minha língua proclamará a tua justiça e o teu louvor o dia inteiro”. Salmos 35.28

As palmas são para os homens; os louvores, para Deus! Assim creem os cristãos reformados. Nada é mais belo no culto do que adorar a Deus com músicas que expressam a grandeza de sua majestade, a imponência de seus ricos atributos, a magnitude de sua graça, a imensurável leveza de seu supremo amor. Deus, e somente Deus, deve ser o alvo de nossa mais sublime adoração.

Os cânticos que entoamos refletem diretamente nossa teologia, aquilo que cremos. Por isso é tarefa das mais difíceis a seleção de cânticos para o culto cristão. A Igreja Presbiteriana do Brasil tem seu próprio hinário, o Novo Cântico, que tem passado por algumas revisões ao longo de sua história. Cada igreja local tem suas preferências por outros cânticos que compõem a hinódia brasileira.

A cada geração percebemos uma tendência de gostos e variedades rítmicas e melódicas. Mas o desafio é saber: quais são as melhores músicas e letras que se enquadram na perspectiva bíblico-teológica, para o serviço religioso do culto que Deus requer? Creio que são as que procuram preservar e conjugar, ao mesmo tempo, a simplicidade, com a elegância; a sã doutrina, com a poesia; a boa melodia, com o cântico congregacional. E tudo isso redundará tão somente na mais bela expressão da glória de Deus.

Cânticos que usam por demais o pronome pessoal na primeira pessoa do singular, ou que reivindicam bênçãos pessoais, como um pedinte que estende a mão para alcançar uma esmola, em geral, precisam ser revistos e, quem sabe, evitados. Não traduzem com legitimidade suficiente o que deve ser o louvor a Deus. Isso caberia, talvez, em orações de súplicas e petições de intercessão. Cânticos na segunda pessoa do singular e plural, e na primeira pessoa do plural, em que Deus é invocado, celebrado, proclamado, apresentado com todo seu esplendor e glórias, esses sim, devem ser priorizados.

A Igreja Presbiteriana do Brasil há muito em seus Concílios vem promovendo debates e buscado a padronização de seu culto congregacional. De fato, já existe prescrito em nosso Manual Presbiteriano o Princípio de Liturgia, mas, infelizmente quase não é observado. O princípio regulador do culto reformado parte da premissa de que no culto só é permitido o que estiver explicitamente prescrito nas Escrituras. Os luteranos, diferentemente, afirmam que tudo aquilo que não estiver explicitamente proibido pode ser utilizado no culto solene.

Parece-me que este último, o principio luterano, é que tem sido desenvolvido nos cultos de muitas de nossas igrejas presbiterianas. Muitos incautos entendem que observar esses princípios calvinistas é preciosismo que beira ao exagero e fundamentalismo. Esquecem esses críticos que, ao observarmos a Lei Moral de Deus, o Decálogo, constatamos que os quatro primeiros mandamentos tratam exclusivamente do tema ligado à adoração, ao culto, aos juramentos solenes e ao trato de crente com seu Deus. Portanto, a adoração pública é algo importante na agenda de Deus.

Na última reunião do Supremo Concílio, de 2010, e a extraordinária de 2011, o tema da adoração pública foi tratado com seriedade e profundidade. Uma comissão especial, formada de teólogos e pastores líderes proeminentes de nossa denominação, se debruçou sobre o assunto e apresentou ao plenário, sendo aprovada como resolução, uma “Carta Pastoral e Teológica sobre Liturgia na IPB”. Seu objetivo é nortear e padronizar o culto reformado na Igreja Presbiteriana do Brasil, em todas as suas igrejas locais, congregações e campos missionários.

A Carta Pastoral deixa claro o que são os elementos fundamentais do culto cristão:

Nem todas as atividades realizadas pelos seres humanos são próprias, adequadas ou eficazes para estes fins elevados. Embora muitas dessas atividades não sejam intrinsecamente erradas em si mesmas, elas não cabem no culto prescrito por Deus. Por este motivo, o próprio Deus nos revelou em sua Palavra quais os elementos apropriados para o seu culto, que são assim definidos por nossos símbolos de fé: - orações; - leitura da Palavra de Deus; - pregação da Palavra de Deus; - cantar salmos, hinos e cânticos espirituais ou sagrados; - celebração da Ceia (quando houver); - ministração do batismo (quando houver); - juramentos religiosos; - votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais; - ofertas.

Em resposta àqueles que defendem uma adoração contextualizada com a cultura contemporânea, reivindicando a admissão de elementos novos e estranhos à boa tradição reformada, essa Carta afirma que a cultura não deve servir de pretexto para a inovação do sagrado:

Todas estas mudanças, todavia, dizem respeito às circunstâncias do culto. Nenhuma delas tem a ver com acréscimo ou diminuição dos elementos do culto público. Assim, o fato de que mudanças têm ocorrido no culto ao longo da história da IPB não justifica a inclusão de novos elementos hoje, seja a título de modernidade, adaptação, contextualização e renovação.
Por causa de sua natureza circunstancial e secundária, as providências que atendem o culto não devem tornar-se um fim em si mesmas, nem assumir caráter religioso, tomar o lugar dos elementos ou impedir que os mesmos sejam utilizados de forma própria, eficaz e correta pelo povo de Deus. Apesar disto, elas são importantes e seu objetivo é permitir que o culto a Deus aconteça de maneira adequada, apropriada, facilitando a sua realização e maximizando o potencial dos elementos (ICo 14.40).

Além disto, a Carta Pastoral, mui bem elaborada, aponta com espírito de brandura e amor questões polêmicas como “danças”, “palmas”, “acentuadas expressões corporais”, dando norte e subsídio teológico para que os Ministros, Conselhos e dirigentes dos cultos possam estabelecer um programa litúrgico que seja teologicamente correto e aceitável a Deus.
Quando o Supremo Concílio da IPB resolve questões, ele baixa sua determinação aos Sínodos e Presbitérios para que estes façam suas igrejas jurisdicionadas observarem com zelo as determinações. Desobedecer a uma decisão conciliar é o mesmo que quebrar intencionalmente o terceiro mandamento que diz: “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” Êxodo 20.7.

Infelizmente, percebemos, com muita tristeza, que muitos de nossos oficiais e pastores no ato de sua ordenação ao firmarem juramento solene de obedecer e defender os símbolos de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil, fazem isso de forma no mínimo leviana e inconsequente. Afinal, já sabem de antemão que não estão dispostos a seguir aquilo que se comprometeram a fazê-lo em nome de Deus. Por uma questão de princípio ético-cristão seria preferível que nunca tivessem jurado, ou deveriam ser honestos com a Igreja, o Presbitério e consigo mesmos, pedindo o seu despojamento sem censura, buscando então alguma outra denominação que se adeque a sua filosofia ministerial. Seria mais honroso!

Por fim, acredito que cantar a Bíblia, porções das Escrituras que foram musicadas, transformadas em melodias, é a melhor maneira de não cometermos alguma gafe, ou cairmos em equívoco de cantarmos algum cântico que possa induzir a um duplo sentido. Não esqueçamos que os cânticos que selecionamos não são inspirados, como a Bíblia é. Portanto, é de bom senso sempre revisar nossos hinários e cânticos para o culto cristão.  

Cantemos, celebremos e exaltemos aquele que é digno de receber toda honra, glória, poder e majestade: o Senhor nosso Deus!

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